É essencial que a criança possa experimentar emoções de alta valência, justamente para que os cuidadores possam suprir suas necessidades.

Uma criança triste necessita de uma aproximação afetiva. Zangada, almeja que algum adulto lute por seus direitos e interrompa algum abuso ou simplesmente valide sua zanga. A repulsa comunica aversão e o medo uma sensação de ameaça e insegurança que solicita proteção.

Quando essas necessidades comunicadas não são satisfeitas, esquemas são desenvolvidos e estratégias de enfrentamento desadaptativas passam a fazer parte do repertório infantil até a adultez.

A indiferença e apatia podem na fase adulta transparecer ser alguém leve , de boa e extremamente maduro, porém geralmente, indica desistências em satisfazer seus desejos mais íntimos.

Um adulto pode brincar ao ser rejeitado, o que, por exemplo, pode significar um desespero em entrar em contato com uma dor por temer não ser acolhido.

João ao acreditar que seu namoro não estava tão bem assim, dizia de maneira tranquila para sua namorada: ” Percebi que você mudou . Tudo bem a gente terminar, o que vale é a amizade”.

Este COMPORTAMENTO EVITATIVO, devido ao temor do abandono, o fazia antecipar o fim como proteção. A namorada que nem de longe desejava terminar, passou a se sentir insegura, pouco importante e também como proteção, concordando com a idéia.

Se a ESTRATÉGIA EMOCIONAL DE EVITAÇÃO anestesia a dor, também impede o evitativo de gozar a vida , usufruir de bons momentos, experimentar amor e se conectar com sua criança privada, que talvez não queira ir ao paredão, mas apenas brincar com os ” amiguinhos ” que acabara de conhecer. É possível que o público se conecte com o modo esquivo do evitativo, mas também perceba que por trás da desconexão há uma dor que precisa ser curada com muito amor.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

Escreva um comentário