Marcela conviveu com um pai infiel e um irmão mais velho que a molestava sexualmente. Devido a falta de confiança nos homens, desenvolveu um ESQUEMA DE ABUSO que dizia assim: “nenhum homem é confiável.”
Essa crença de sobrevivência na infância ao evitar qualquer intimidade com o sexo masculino, fez suas tensões emocionais diminuirem.
Na fase adulta tem experiências afetivas com mulheres e apenas sexuais com homens como forma de autoalivio.
Certo dia, bastante distraída é atropelada. Um pedestre homem a leva para o hospital e demonstra uma preocupação jamais sentida por Marcela.
A vulnerabilidade a faz se conectar com a necessidade da ” Marcelinha ” em ser amada pelo pai . Naquele momento de “cura”, “seu salvador” ativa a paixão parental da criança.
A partir dali não importa se o pedestre salvador é um homem gentil ou não, a criança interior já está encantada e fará de tudo para não perder o vínculo.
Todo encantamento prolongado faz colocar o outro em um pedestal, fortalecendo a relação fã/ídolo e o tornando muito mais do que se é.
Vale lembrar que, uma das funções da relação terapêutica é justamente o terapeuta sair do papel de entidade e de protetor, entregando todo o poder para o adulto saudável do paciente, caso contrário, o ABUSADO estará freneticamente a procura de um SALVADOR para chamar de seu.