Há um momento da terapia em que o paciente abusado sai do MODO CRIANÇA ILUDIDA (“…ele é maravilhoso”) e enfraquece o PROTETOR DESLIGADO ( ” não sinto a dor do abuso”), porém ainda existe uma parte ( RESIGNAÇÃO) que não está totalmente preparada para romper o vínculo.

Vale salientar que, nas RELAÇÕES ABUSIVAS há um investimento afetivo muito alto por parte do abusado. Muitos vezes, o resignado se isolou de pessoas importantes e desistiu de sonhos para manter a relação.

O maior DESAFIO nessa ambiguidade é a flexibilidade do terapeuta em validar as duas partes opostas : a que sente o abuso, mas ainda sem condições de romper.

É um excelente momento para fortalecer o ADULTO SAUDÁVEL do paciente, o fazendo se conectar com a dor da parte que ainda se recusa a sair da relação.

Lembrando que, a parte resignada é a criança vulnerável que percebe semelhanças entre abusador e cuidadores.

Lembrando que, a parte resignada é a criança vulnerável que percebe semelhanças entre abusador e cuidadores, e esta parte resignada só aceitará romper o vínculo se o terapeuta e seu adulto saudável forem capazes de dar conta do luto da criança que rompe com suas figuras parentais ( ABUSADOR).

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

Escreva um comentário