A grande maioria dos comportamentos abusivos que os parceiros exercem tem origem protetiva e não sádica e de perversão.
Experimentar vulnerabilidade na relação pode ser tão perturbador que a estratégia de abuso funciona como uma luta para entrar em contato com conflitos remotos de origem infantil.
Flávia tinha muito medo do abandono. Quando se sentia ameaçada na relação, humilhava o marido, pois assim amenizava seu ciúme.
É fundamental que a princípio o terapeuta não fique focado no comportamento abusivo do paciente, mas na dor que há por trás da ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO.
Ao cuidador da criança abandonada de Flávia, o terapeuta oferece uma correção emocional por não usar a punição, aliviando a dor da sua “criança culpada” e fortalecendo o vínculo: ” teus atos não são mais importante que tua dor”.
Quando a paciente aprende a cuidar da sua CRIANÇA ABANDONADA e aprende a ter compaixão, o MODO ABUSIVO, aos poucos, vai cedendo lugar para o ADULTO SAUDÁVEL.
Vale ressaltar que, o MODO ABUSIVO só existe porque na infância não havia cuidador que defendesse a pequena Flavinha.
Não há sentindo confrontar o modo abusivo se ninguém saudável se oferecer para ” cuidar da criança vulnerável”.