A grande maioria dos comportamentos abusivos que os parceiros exercem tem origem protetiva e não sádica e de perversão.

Experimentar vulnerabilidade na relação pode ser tão perturbador que a estratégia de abuso funciona como uma luta para entrar em contato com conflitos remotos de origem infantil.

Flávia tinha muito medo do abandono. Quando se sentia ameaçada na relação, humilhava o marido, pois assim amenizava seu ciúme.

É fundamental que a princípio o terapeuta não fique focado no comportamento abusivo do paciente, mas na dor que há por trás da ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO.

Ao cuidador da criança abandonada de Flávia, o terapeuta oferece uma correção emocional por não usar a punição, aliviando a dor da sua “criança culpada” e fortalecendo o vínculo: ” teus atos não são mais importante que tua dor”.

Quando a paciente aprende a cuidar da sua CRIANÇA ABANDONADA e aprende a ter compaixão, o MODO ABUSIVO, aos poucos, vai cedendo lugar para o ADULTO SAUDÁVEL.

Vale ressaltar que, o MODO ABUSIVO só existe porque na infância não havia cuidador que defendesse a pequena Flavinha.

Não há sentindo confrontar o modo abusivo se ninguém saudável se oferecer para ” cuidar da criança vulnerável”.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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