Fernanda estava numa festa com amigos, se divertindo bastante! No final da noite, decide voltar com seu amigo Ivan.

Durante o trajeto, ele passa a mão em sua perna. Fernanda sente bastante medo , mas fica paralisada ( RESIGNAÇÃO).Não consegue reagir.

Ivan então decide colocar a mão entre suas pernas e pergunta se pode continuar. Fernanda se desliga da situação ( PROTETOR DESLIGADO) e como um robô consente.

Ao acordar no dia seguinte, sente vergonha, nojo de si: ” Por que não reagi , será que estava gostando? “. No desespero marca uma sessão de urgência com sua psi.

É essencial que o paciente abusado compreenda que a paralisação já é um alerta de abuso e ficar imóvel é uma ESTRATÉGIA DE AUTOPRESERVAÇÃO diante o perigo. Assim, como uma presa no seu leito de morte, se desliga diante do predador no mundo animal… o abusado faz o mesmo como forma de não vivenciar o abuso.

A culpa pode estar no MODO VOZES CRÍTICAS INTERNALIZADAS , mas também no MODO CRIANÇA, principalmente se na infância se era culpado por sofrer maus-tratos dos cuidadores.

O FOCO DA TERAPIA não é tirar a dor do abuso, mas estar com o paciente diante da dor, da culpa, da raiva e da depressão.

Tentar tirar qualquer sentimento ou emoção citados acima pode soar como desvalidador diante de alguém que precisa elaborar uma espécie de luto em ter sido completamente invadido.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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