Silvia está desesperada com a possibilidade de romper um vínculo tão importante. O sentimento de abandono é latente e semelhante a morte de sua mãe quando criança. Mesmo sem condições financeiras, marcou uma viagem com as amigas (CRIANÇA IMPULSIVA) para rever seu ex, além de ser ABUSIVA na esperança de um encontro mágico ( CRIANÇA ILUDIDA). Por conta própria aumentou ingestão de medicamentos para não sentir a dor de mais uma rejeição. Há momentos que fala da relação atual com deboche e bom humor ( PROTETOR DESLIGADO), na tentativa de esconder sua dor profunda.

Paula se prepara há meses para o rompimento de uma relação que a machuca há anos . Está convicta que não será tão simples devido a adrenalina da relação ( dado de realidade). Já aceitou que há uma parte sua ( CRIANÇA) que ainda quer manter o vínculo e usa seu modo saudável para não se criticar e desenvolver compaixão. Busca amparo nas redes de apoio com amigos , à medida que se afasta de pessoas que tendem a cobrar um fim definitivo. Já internalizou que mesmo que haja uma ” recaída, ” ela já está em processo de autocuidado.”

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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