Pessoas que tiveram uma infância basicamente saudável, onde receber atenção, amor, proteção e limites eram experiências triviais, podem se assustar com o fato de como alguns de seu convívio se submetem a relacionamentos tão tóxicos.


Kátia era uma criança invisível para um pai obsessivo por trabalho e uma mãe ciumenta que passava a maior parte do tempo ligada a rotina do marido.


Kátia nunca apanhou, nem foi humilhada ou recebeu castigo… simplesmente não existia para sua família.


Kátia nunca apanhou, nem foi humilhada ou recebeu castigo… simplesmente não existia para sua família.


O estilo ABUSADOR CIUMENTO, POSSESSIVO, CONTROLADOR e INSEGURO pode ser extremamente excitante para quem foi negligenciado a vida inteira. O ciúme patológico do namorado, fazia Kátia se sentir viva, importante e, principalmente, VISTA COMO NUNCA HAVIA SIDO EM SUA VIDA.


O TRATAMENTO TERAPÊUTICO na PERSPECTIVA ESQUEMÁTICA consiste num primeiro momento em ACESSAR a VULNERABILIDADE da CRIANÇA NEGLIGENCIADA que nunca recebeu o básico no campo emocional.


Um TERAPEUTA CONECTADO e preocupado, MINIMIZA o ESQUEMA de PRIVAÇÃO AFETIVA do PACIENTE.


Equivocadamente, tentar romper a relação abusiva nas primeiras sessões pode agravar a qualidade de vida do paciente, uma vez que o mesmo poderá, após o fim da relação tóxica, retomar o padrão de completo abandono e privação vivenciado na infância.

Muito mais importante que resolver conflitos atuais é resignificar a infância traumática do paciente, oferecendo a ele o que não desfrutou da infância e projetando para outras relações saudáveis fora do ambiente terapêutica.


FINALIZAR a RELAÇÃO ABUSIVA é uma DECISÃO ÚNICA e exclusiva do PACIENTE. Pode durar meses, até anos, cabendo ao terapeuta aceitar , entender e validar o quanto é difícil, mesmo que saudável, experimentar algo tão esquisito e estranho: o AMOR.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

Escreva um comentário