De forma consciente, escolhemos pessoas com quem queremos envolvimento devido as suas qualidades. Paula ficou com Jaime porque ele era bonito. André se envolveu com Clara devido a inteligência e carisma da moça. Todavia, nossas decisões em relação ao amor são exclusivamente emocionais. Aquelas que mexem com nossa química e intimamente, mesmo sem sabermos o motivo, não queremos desgrudar dos escolhidos.
Natália foi criada pela mãe. O pai mesmo morando perto, evitava contato.Em várias discussões, a menina jogava na cara da genitora o quanto ela não soube escolher um parceiro e que jamais se envolveria com um homem tão frio e ausente quanto seu pai.
Quando conheceu Miguel, o rapaz parecia ser o oposto da figura paterna tão distante tida por Natália. Ele era gentil, carismático e mesmo não gerando tanta empolgação (pouca química esquemática), ela decidiu dar uma chance para o relacionamento.
Após 1 mês de namoro, o rapaz atencioso muda , diminuindo contato físico e afetivo, seja por telefone ou declarações de amor.
Subitamente Natália, até então uma namorada centrada, passa a ficar ansiosa, angustiada e irritada com a postura do até então namorado. Ameaça romper a relação, mas no íntimo só quer ficar bem . A partir daí, fica obcecada ( QUÍMICA ESQUEMÁTICA ATIVADA) . Quer vê-lo a todo instante , checa o Instagram e Facebook no intuito de saber se há outra pessoa na vida dele. Se imagina casando com Miguel e tendo filhos…tudo isso em tão pouco tempo de namoro.
O fato é que Miguel já havia dado dicas, embora sutis, sobre seu padrão negligente. Assim que a conheceu, verbalizou ter dificuldades em se apaixonar e curtia passar longos tempos sozinho… prezava pela sua individualidade. A garota, como mecanismo de defesa, captou, racionalmente, as qualidades que pudessem justificar o investimento.
Quem escolheu Miguel foi a pequena Naty, aquela criança de 3 anos que só queria ver o papai, que mesmo sendo um homem tão frio, para ela, era o melhor pai do mundo!