A criança deseja ser amada a todo custo por seus cuidadores, assim garante sua sobrevivência física e emocional, criando estratégias que visam o estabelecimento do vínculo.
Algumas irão conquistar através do sorriso, outras através do jeito de ser fofo ou sensível.
Cuidadores negligentes, frios e desconectados com as necessidades da criança, acabam não respondendo com facilidade aos estímulos de conexão.
Crianças mais ansiosos e sensíveis à rejeição irão se esforçar cada vez mais para atingir o objetivo de se vincular ao cuidador de referência.
Essas ESTRATÉGIAS DE LUTA INFANTIL ( adaptativas ) se mantém na fase adulta ( desadaptativas) de forma tão inconsciente, que faz com que os negligenciados na infância busquem parceiros semelhantes para que as estratégias de esforço frenético sejam utilizadas.
Fernanda lutou tanto quando criança para receber carinho da mãe e hoje, aos 30 anos, continua se esforçando para agradar o marido narcisista extremamente exigente.
Quanto mais ele a rejeita , mais ela se esforça…quanto mais ela se esforça, mais ele exige.
ABUSADORES PRATICAM REFORÇOS INTERMITENTES: para cada dez esforços que se realize para agradar o parceiro narcisista, um é reconhecido, deixando o abusado êxtase.
E como essas migalhas afetivas sempre fizeram parte da rotina de Fernanda, o viver em função de agradar o outro, se tornou um propósito disfuncional de vida.