A indução de culpa é a estratégia mais eficaz para controlar os comportamentos do parceiro.
A culpa atinge o lado ” criança ” do outro, o fazendo reviver traumas infantis.
Quando Flávia, ainda pequena, desobedecia a mãe, seja por não escovar os dentes ou se recusar a tomar banho, fazia a genitora simplesmente chorar. O pai revoltado, não poupava palavras duras a uma garotinha de apenas 6 anos: “olha o que você fez com sua própria mãe? Quando ela não estiver mais aqui entre nós, não vai adiantar se arrepender, viu ?”
O sentimento de culpa era tão grande que fez a menina acreditar que poderia “salvar” entes queridos desde que fosse uma “boa garotinha”.
Obviamente, na adultez, amigos, chefes e namorados que proporcionassem culpa eram quimicamente muito mais atraentes.
Namorados autodestrutivos eram os que mais mexiam com Flávia, pois a faziam se sentir responsável por eles.
Cansada de conflitos intermináveis, comunicou o fim da relação ao namorado abusivo. Este , sabendo com exatidão o ponto fraco da moça, não exitou em dizer: “se você terminar comigo juro que tiro minha vida”.
Numa fração de segundos, ela sai de ADULTO SAUDÁVEL, que preza pelo seu bem estar, e vai para o MODO CRIANÇA CULPADA, onde se ajoelha diante de seu algoz implorando pelo seu perdão.
Naquele momento, quem estava no comando da situação era a Flavinha de 6 anos, pedindo perdão para a mamãe na esperança de salvá- la do seu mau comportamento.