Desde cedo os pais ensinam regras sociais para facilitar a socialização dos filhos com outras crianças.
Uma criança de 4 anos que morde os amiguinhos no colégio corre o risco de ser excluída, o que geralmente traz desconforto e preocupação para os pais.
Aprendemos equivocadamente que o lado racional é o polo mais saudável, o que acaba se desconectando de emoções importantes como, por exemplo, a raiva diante de uma injustiça ou fúria diante de um abuso.
Na adultez, ser racional demais com o parceiro pode deixá-lo negligenciado, solitário e privado em suas necessidades de proteção.
O ciúmes, tão demonizado e associado de forma simplista a progressividade e insegurança, pode acionar no parceiro o sentimento de se sentir importante e a ausência sensações de indiferença.
A agressão física, comportamento repudiado pelas leis sociais, é uma estratégia de ataque para lidar com uma vulnerabilidade que naquele momento é insuportável de experimentar no modo adulto saudável.
Quando usada para proteger a quem se ama, apesar de continuar sendo inadequado, pode gerar no protegido um sentimento de absoluto amparo e conexão.
Vale ressaltar que, embora a terapia do esquema também trabalhe comportamentos de enfrentamento mais saudáveis, o foco inicial sempre será a validação da dor preexistente a estratégia de enfrentamento desadaptativa.