Umas das químicas mais ativadas nas relações disfuncionais são estes dois perfis: o manipulador fofo, que se coloca num papel meigo e o manipulado culpado, que busca compensar todo tormento da infância salvando “os frágeis ” de situações perigosa.
Claro que o manipulador não usa sua artimanha gentil a todo instante ou de maneira aleatória. Quando se sente em perigo ou sob ameaça, identifica aquele que, inundado de tanta culpa, seria incapaz de negar-lhe ajuda.
O manipulador fofo se utiliza de comportamentos, posturas, vestimentas e até falas infantis para exalar pureza e inocência, visando assim ser protegido e cuidado pelo culpado. Sua infância muitas vezes repleta de privilégios, pouca conexão e empatia, o fez acreditar ser especial e que o mundo lhe devesse regalias assim como recebeu na infância.
Incapaz de sentir a dor do outro , esse perfil se recusa a crescer e a encarar a adultez que preza por relações mais igualitárias e regradas.
Já o culpado vem de um ambiente rico em punição, rigidez e crítica, onde a criança se sente culpada por ser quem é.
Um MATCH PERFEITO estes dois perfis. O manipulador mantém o padrão de privilégios enquanto que o culpado se sente útil, valorizado e finalmente capaz de ser reconhecido pelo seu heroísmo em salvar a “pobre gazela da dor” ,ou melhor “o fofo”, aparentemente insuportável de um malvado paredão.