Parece improvável que um dos jargões mais comuns da nossa cultura ainda seja questionado. Não é mesmo ? Bem, para algumas pessoas, errar é tão difícil que se assemelha a um crime ou algo inadmissível. Esses erros denunciariam o quanto somos defeituosos, imperfeitos e indignos de confiança e amor. Só através da busca pela perfeição nos tornaríamos pessoas melhores.
Alguns estudos apontam que os primeiros contatos sociais dessas pessoas foram com perfis bastante exigentes e críticos. Pai, mãe, tio ou até mesmo uma avó severa. Quando passamos por essas experiências danosas, é comum desenvolvermos em nossa mente um carrasco, extremamente punitivo, parecido com a figura íntima que convivemos lá atrás. Essa mente severa é ativada constantemente, principalmente quando falhamos. É difícil suportar as falhas, elas aparecem em forma de imagem ou pensamento que acreditamos que fazem parte de nossa consciência. Se me atraso em alguma reunião familiar, há um pensamento imediato: “ como posso fazer isso com minha família ? Quando me excedo com meu cônjuge logo vem uma imagem mental que mostra o quanto sou malvado… O grande objetivo dessa crença é causar culpa e dívidas emocionais para que possamos desenvolver avaliações rígidas e perfeccionistas sobre nós. A paz emocional parece uma meta inatingível… É através da terapia, que o profissional capacitado faz essa reparação distorcida. Isto é, substitui esse “carrasco” mental por uma crença flexível, amorosa e compreensiva.
E você, como tem lidado com suas falhas? Como você reage aos erros de seus amigos? Quanto a sua autocobrança tem lhe prejudicado? O que fazer a respeito?