Ele é casado com outro mulher. Se mostra frio , distante e instável. É capaz de passar meses sem vê- la, mas reaparece como um furacão. É quando a joga na cama , arranca sua roupa com os dentes e a faz gozar freneticamente.

Ela pertenceu a uma família fria na infância. Era invisível aos olhos do pai e intocável pela pele da mãe.

Quando seu ” caso ” desaparece, revive o vazio da criança abandonada… não sente mais o corpo nem o coração bater. Parece mais um zumbi ou uma boneca sem alma.

É no vaivém sexual que se sente viva e amada . A penetração com violência a machuca fisicamente, mas umedece um corpo escasso de afeto.

Da mesma forma que a criança privada precisa enxergar generosidade em pais frios para sobreviver emocionalmente, a amante precisa interpretar a intensidade sexual do parceiro, afetivamente frígido, como um gesto de amor.

O gozo dele a faz chorar, a faz se sentir digna e especial por proporcionar tamanho prazer. Mesmo que ele a veja com um pedaço de peito e bunda avantajada, SUA CRIANÇA ILUDIDA estará lá para afirmar que ninguém é capaz de gozar sem no íntimo amar.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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