Em situações específicas tendemos a usar ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO desenvolvidas na infância que com o tempo foram adaptativas, mas que na idade adulta se tornam disfuncionais. Se por um lado essas estratégias nos afastam das nossas reais necessidades emocionais, por outro se tornam atraentes para um determinado perfil.

Fernando era um narcisista com um MODO DE ENFRENTAMENTO DE GRANDIOSIDADE, exigindo sempre admiração. Todavia, nas baladas, para conquistar futuras vítimas, tratava as mulheres de forma educada e generosa, as fazendo acreditar que se tratava de um indivíduo virtuoso.

Pâmela, cansada de homens rudes e grosseiros, se sentiu atraída quase de imediato por Fernando.

Marcela tinha ESQUEMA DE DEPENDÊNCIA EMOCIONAL. Para causar admiração no garoto que acabará de conhecer, demonstrava ser autossuficiente e resolutiva. O pretendente, com estilo de APEGO EVITATIVO, aquele que recusa intimidades a todo custo, logo se interessou pela jovem aparentemente também evitativa.

Se as estratégias de enfrentamento atraem por fazer os pretendentes confundirem a real personalidade do futuro parceiro, também causam repulsa e aversão durante o relacionamento.

Marcela, por exemplo, ficou deprimida diante da insensibilidade do namorado em passar uma tarde de domingo cuidando dela . O parceiro se sentiu enganado diante da demanda por cuidados, já que a mesma demonstrava ser outra pessoa no começo da relação.

Pâmela se culpava por mais um vez ter se envolvido com alguém abusivo: “como pude ser tão burra!”

Fernando , o narcisista, via Pâmela como uma menina frágil, muito aquém do seu merecimento.

Comprovamos que, mesmo no início, quando conhecemos alguém, é importante expor a real necessidade e o que realmente se procura em uma relação…assim torna-se um facilitador para o casal iniciante, que terá a opção de avaliar os custos e benefícios do envolvimento relacional.

Como nem tudo são flores, vale ressalta que, essas ESTRATÉGIAS “ENGANADORAS” são involuntárias, automáticas e inconscientes, sendo em alguns casos, essencial se fazer terapia.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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