Uma criança julgada está convicta de que seus pais punitivos são perfeitos e que usam o julgamento para ” purificá-la “. Este modo submisso e iludido lhe ajuda a sobreviver em um ambiente rígido e caótico.
QUAL A FUNÇÃO PSICOLÓGICA DO MODO JULGADOR?
Por sua vez, os pais julgadores desejam uma criança perfeita para que, narcisicamente, se vangloriem de sua grande obra.
Por exempo, uma pessoa que possui uma sexualidade reprimida na infância pode perseguir pessoas satisfeitas sexualmente, as declarando como promíscuas, o que alivia temporariamente privações sexuais infantis.
O MODO JULGADOR na adultez pode ser ativado diante de diversas situações, inclusive em valores afetivos inatos que foram reprimidos por cuidadores tiranos.
A criança pode fantasiar que ao se “purificar” poderá ter o poder do julgador, saindo do papel de culpa para o que julga, transparecendo ser um grande negócio.
Kátia usava trechos bíblicos para atacar homossexuais e pessoas que praticavam orgias. Genuinamente, sempre foi uma criança curiosa, porém castigada. O desejo de se aventurar sexualmente era emparelhado com a culpa de gozar diante da decepções dos pais.
O modo que julga pode ser acionado justamente quando alguém realiza um desejo infantil reprimido e a criança interior privada suplica uma nova chance para ser feliz, espontânea e livre.
Vale lembrar que, o MODO JULGADOR NUNCA ESTÁ A SERVIÇO DA CRIANÇA, MAS DE CUIDADORES EXIGENTES, CRÍTICOS E PUNITIVOS que sempre colocaram suas vaidades e temores acima das necessidades daqueles que precisavam ser validados, amados e protegidos.