Na fase adulta buscamos no parceiro o que nos faltou na infância, mas também o que queremos repetir.
Uma criança que teve uma infância divertida pode se interessar quando adulto por alguém que a faça rir. Por outro lado, encontrar o que nunca se teve é bem mais complexo por não haver uma figura de referência.
Buscamos inconscientemente parceiros relativamente semelhantes aos cuidadores faltantes na esperança que o desfecho seja diferente.
Isabela não suportava o controle do pai. Ansiava por alguém que respeitasse sua espontaneidade e autonomia. Ao se envolver com um parceiro possessivo, repete os mesmos conflitos infantis, vivenciando as mesmas faltas.
A resposta parece simples : é só aprender a detectar alguém oposto aos cuidadores faltantes.
A questão é que aquilo que é radicalmente oposto ao que experimentamos, por ser estranho ao cérebro, termina por causar tédio, aversão e até abuso.
Exemplo: Uma garota que teve pais apáticos afetivamente na infância, pode sentir aversão por um homem carinhoso, que ” toca ” demais…um meio termo parece fazer mais sentido.
Escolher um parceiro semelhante aos cuidadores faltantes na infância, que consiga reparar sua criança interior, pode trazer um enorme alívio e esquentar a vulnerabilidade do parceiro.
O namorado de Júlia era machista assim como era seu pai, porém a diferença era que diante da tristeza e frustração da namorada, ele conseguia se redimir, recuar, pedir desculpas, fazendo- a se sentir especial, amada e respeitada como nunca fora . Observe que a luta inglória para romper o padrão paterno continua… nenhum vazio é preenchido completamente.