Quando você era criança as pessoas responsáveis pelo seu bem estar e por sua segurança, desdenhavam e ridicularizavam de vários aspectos… ora pela sua estética que não era favorável, ora pelo seu desempenho escolar que não era digno de orgulho, ora por sua dificuldade em se defender de bullying na escola.
E assim você começa a acreditar que é indigno de amor, que o mundo é um lugar perigoso, hostil e que as pessoas são cruéis. Ou você abusa ou é abusado.
Você já tem 30 anos, se comporta como adulto no trabalho, na vida amorosa e em seu meio social. Ninguém sabe, mas sua criança interna desprezada continua ativada e esperando justiça, até ser protegida e não mais sentir medo.
O programa Big Brother Brasil foi o gatilho para que seu modo perseguidor fosse ativado. Um participante popular, cheio de privilégios e super estimado de um jeito que você nunca foi, fraqueja nacionalmente. Pela primeira vez você não está mais sozinho, vários modos perseguidores te convidam para fazer parte do ritual de cancelamento, só que, desta vez, você não é o cancelado.
Sua obsessão por justiça lhe deixa cego. A participante não teve nada a ver com sua infância, afinal seu ódio sempre foi em relação a seus pais, mas você se sente muito culpado em externar. Sua criança ferida não quer que você massacre pessoas. Ela só quer conexão. Ela quer ser protagonista da própria vida , suprida em suas necessidades como nunca fora antes.
No íntimo você sabe que apesar da perseguição gerar adrenalina, o vazio e solidão da sua criança ferida nunca será preenchido.
Ela continua implorando conexão com o adulto que desistiu de amá-la e que está obcecado apenas em vingá-la.