Não importa sua idade. Você pode ter 20, 40 ou 70 anos.. o esquema de abandono poderá ser ativado e sua memória afetiva e infantil será, consequentemente acionada. Seu garoto ou sua garotinha de 5 anos trará a mesma dor que você sentia tempo atrás.
Lívia narrava com constrangimento na terapia, como agia quando seu marido viajava à negócios : “fico até com vergonha em dizer isso. Pareço uma criança de 3 anos sozinha no mundo. Tenho crises de choro , não consigo dormir, quero ficar medicada até ele voltar. É tão vergonhosoo”
Tudo parece ganhar sentido quando ela se dar conta do fato que seu pai faleceu no dia do seu aniversário de 5 anos. Tinha uma infância tranquila e feliz mas quando um vínculo se rompeu de forma tão brutal, tudo se tornou diferente.
Não conheço a história de vida do Gil do BBB 21 , mas a dor sentida após a saída da Sara é bem familiar. Independente do jogo ou de seu comportamento no programa, o foco para se ter compaixão pelo outro está muito mais na dor, na falta e nas necessidades… a análise racional sempre será coadjuvante.
No momento da DOR DO ABANDONO é necessário enxergar a criança manifestada dentro do adulto… se conectar com o que ela precisa…menos palestras e explicações…menos neocórtex e mais límbico, mais amparo , mais toque , mais colo, e a frase universal capaz de acalmar qualquer criança desamparada: “ESTOU AQUI, NÃO ESTÁS SOZINHO, IREI CUIDAR DE TI, ÉS IMPORTANTE PARA MIM!”