A criança rejeitada em seu ambiente familiar, suplica socorro através da tristeza, do choro e da sua vulnerabilidade. Ao ser ignorada, protesta a rejeição através da zanga, equivocadamente interpretada por seus cuidadores como mimo e birra, o que comumente leva a criança ao castigo ou crítica. Dependendo do seu temperamento , o menor pode se tornar violento, denunciando a disfuncionalidade do sistema familiar.
Na adultez, o ESQUEMA DE REJEIÇÃO permanece acompanhando o rejeitado, esperando o gatilho ” perfeito ” para ser ativado junto com a fúria da criança desprezada.
Pessoas com esquema de rejeição podem evitar intimidade como proteção e assumir um modo autossuficiente: “não preciso de ninguém!”… mesmo que o custo seja a solidão. Podem também aliviar a necessidade não atendida de afeto através do álcool, festas adrenalizadas , sexo sem compromisso, como também exigir, de forma autoritária, afetividade, na esperança de serem atendidas.
Quando as ESTRATÉGIAS DE PROTEÇÃO falham , o esquema de rejeição é ativado. Na ausência de um um adulto saudável, reparentalizador e acolhedor, a criança vulnerável entra em desespero e ao perceber que não será atendida, recorre a zanga, assustando todos a sua volta.
Comumente, adultos próximos ao rejeitado, se assustam por enxergá- lo de acordo com sua idade cronológica. A tentativa de colocar limites, mas sem afeto, na criança desesperada, reforça a desvalidação da dor, o que pode torná-la ainda mais violenta.
Após a explosão, é possível que o enredo familiar se repita no aqui e agora. Culpa, julgamento, punição e cancelamento social repetem o desprezo familiar: “QUE MOÇA DESCONTROLADA, MERECE SAIR DO PROGRAMA”.