ELE alega que estava no quarto lendo livro quando sua parceira passou a provocá- lo , usando palavras agressivas, chegando até a dar um tapa em seu rosto. Ele decide não reagir! O abuso está decretado, não acha?

ELA pode alegar que a indiferença dele a seus sentimentos, a técnica do silêncio em não responder aos seus suplícios por atenção e amor são torturantes e machuca sua alma

Alguém pode pegar o depoimento da psicóloga forense e dizer que ela é vilã por ter transtorno borderline, caracterizado pelo sentimento crônico de abandono e dificuldade em regularizar suas próprias emoções.

Eu , como terapeuta de algumas pacientes borderlines, posso ficar muito puto com essa afirmação e afirmar a tendência do borderline em se atrair por narcisistas , centrados em suas autosatisfações masturbatórias, incapazes de se conectar com a dor de uma criança solitária e abandonada.

A verdade é que definimos o que é abuso através das crenças pessoais, histórias de vida e experiências de abuso.

Todo sentimento de abuso precisa ser validado, jamais questionado, independente da intenção ou argumento do outro , porém não abusadores ao constatar que suas ações são capazes de adoecer alguém próximo tentarão a reparação, devido a empatia e compaixão pelo sofrimento alheio.

A dor do abuso não tem lógica, explicação ou coerência. A criança interna que se sente abusada só quer um colo quente e afetuoso para chorar e escutar: “agora você está protegida, porque tens a mim para te amparar”.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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