Uma das principais queixas das pessoas que rompem uma relação abusiva e iniciam um novo relacionamento bem mais saudável é a comparação sexual, o que naturalmente gera gatilhos.
Kátia estava extremamente satisfeita com seu namorado estável e afetuoso, mas sempre que bebia ou escutava uma música que lembrava seu ex, sentia muita vontade de transar e reviver ao menos uma vez aquele sexo adrenalizado e animalesco, como gostava de falar para as amigas mais íntimas.
Quando se está em uma relação segura, conectada e previsível, mesmo que em determinados momentos o sexo não seja tão bom ou simplesmente não transem devido ao cansaço físico, nada irá alterar o relacionamento ou mesmo lhe tirar qualquer tensão ou ansiedade por desempenho. Tudo bastante saudável, mas nada tão empolgante.
Na relação abusiva é exatamente o oposto…
E era assim com Kátia em sua antiga relação… Certo dia, cansada de um dia terrível no trabalho, ela só queria dormir ao chegar em casa, porém ao checar o celular percebeu que o namorado havia ligado 7 vezes e deixado uma mensagem no whatsapp em letras garrafais: “NÃO ME PROCURE MAIS”.
Naquele instante, o cansado físico de segundos atrás deu lugar a um estado de alerta pela ameaça iminente de abandono. A necessidade de tomar banho, comer e dormir se tornou insignificante… ela estava obcecada, só queria ficar bem com seu namorado instável.
Foi quando invadiu desesperada a casa dele, como uma criança indefesa e desamparada. Mesmo sem saber o motivo da ameaça do abandono, implorou de joelhos para não ser deixada. Cada vez que ele a rejeitava, mas adrenalizada e desesperada ela ficava.
Num dado momento ele a empurrou, ela caiu no chão, ele se abaixou, arrancou sua roupa e num movimento de controle a penetrou pelo prazer de dominá-la . Kátia experimentou a penetração como um sinal de conexão. A dor do abandono se foi e ela freneticamente cavalgou em “seu amo” como forma de agradecimento por não ter sido abandonada.