Este é um típico pensamento da pessoa que se encontra numa relação abusiva e não há uma pretensão em romper o vínculo.
O parceiro acredita que se melhorar o abusador também poderá evoluir e finalmente ter uma relação saudável.
Se abusadores não são tóxicos devido ao comportamento do parceiro, mas por mecanismo de defesa contra suas próprias vulnerabilidades e fraquezas, então por que ele me escolheu?
Abusadores não escolhem suas vítimas de forma aleatória. Pessoas excessivamente empáticas, que tendem a se sacrificar pelo outro, são interessantes para o opressor, principalmente, perfis que possuem em sua história abusos na primeira infância e como estratégia de enfrentamento adotaram a submissão, obediência e passividade em seu ambiente controlador.
Acreditar poder mudar o abusador está vinculado ao modo CRIANÇA ILUDIDA que continua acreditando que sofre maus tratos por não ser uma ” boa garotinha ” ou ” um bom garotinho “… é reviver a culpa que toda criança abusada tem devido as manipulações de seu cuidador.
A parte boa é que agora, por ser um adulto, existem recursos que podem ser utilizados, modificando inclusive a estratégia de enfrentamento diante de pessoas tóxicas.
Logo, uma TERAPIA é de suma importância para que terapeuta e paciente juntos possam cuidar da criança interior abusada e tirá-la do convívio com o abusador.