A paixão faz reviver o amor conflituoso que sentia por suas figuras de cuidado. Ao invés do afeto ser recíproco, era condicionado a talentos e comportamentos acima da média.

O NARCISISTA APAIXONADO ativa o MODO AUTOENGRANDECEDOR para conseguir sua admiração. A todo instante irá ” provar ” o quanto é especial e superior aos outros.

A paixão faz o apaixonado colocar o outro em um pedestal assim como o narcisista fazia com seus pais quando criança. Como isso é ameaçador, ele inverte, foca na paixão por si próprio e humilha, se decepcionando pelo parceiro por este ser tão imperfeito e medíocre.

O outro humilhado e arrasado tenta reconquistar o narcisista, já que no começo da relação era estimulado, porém será em vão. O narcisista estimava o outro como forma de pensar : “tenho a melhor namorada porque sou especial”.

A parceira pode não conseguir romper o relacionamento, mas aos poucos se desligará afetivamente, não investindo mais na relação. Busca suprir a carência trabalhando, focando nos filhos, religião, em outras áreas…

O narcisista sente a dor do abandono afetivo. Quase sente o choro da sua criança constantemente solitária. Imediatamente busca alívios e adrenalina para fugir dessa angústia, podendo focar no trabalho, sexo frenético e promíscuo ou compulsão por álcool e drogas estimulantes.

No final, ambos, NARCISISTA e PARCERIA perpetuam suas faltas infantis de privação de afeto, espontaneidade e acolhimento. Não importa quem é vítima ou vilão, ambos se condenam a uma vida vazia , solitária e sem amor.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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