A maioria dos abusadores tem boas respostas após a psicoterapia. O Grande desafio é fazê- los encarar a vulnerabilidade e a culpa como algo normal e saudável. Abusadores vieram de ambientes hostis, onde ficar vulnerável ameaçava sua sobrevivência psicológica. Quando Paulo sentiu que podia ser abandonado pela esposa, imediatamente cortou seu cartão de crédito e ameaçou brigar pela guarda dos filhos…um comportamento furioso como forma de se proteger do sentimento “por favor não me deixe, você é muito importante para mim”.
Paulo quando criança, sempre que chorava e pedia atenção dos pais, era humilhado e chamado de fracote. Experimentar culpa também é uma forma de vulnerabilidade, dizer para o outro que se importa e que se arrepende. Todos nós sentimos a dor da culpa Abusadores sentem muito mais, pois negaram este sentimento por muito tempo, para suportar um ambiente onde falhar significava punição e humilhação.