Elis era uma criança que genuinamente gostava de brincar e ter amigos. Por pertencer a uma família rígida e punitiva, tinha que fazer vários afazeres para poder se divertir.
O precioso tempo da diversão era tão exaustivo que no momento da brincadeira a criança estava completamente desconectada e sem energia.
Ao se tornar adulta se envolveu com Carlos, um homem apaixonante, porém instável. Para experimentar bons momentos, Elis precisava de muito esforço para estabilizá- lo, o que repetia a exaustão da infância.
Em terapia, é essencial um terapeuta que atenda sua própria criança, para que as sessões não sejam cansativas.
O terapeuta por ser um cuidador precisa INTERNALIZAR UM MODELO DE VÍNCULO QUE AUTORIZE A CRIANÇA FELIZ DO PACIENTE A BRINCAR E SE DIVERTIR DENTRO DAS SESSÕES.
EXERCÍCIOS DE IMAGENS, onde terapeuta e paciente brincam com suas crianças, são essenciais para que este tipo de vínculo seja generalizado para outras relações, facilitando o desenvolvimento do adulto saudável do paciente a colocar limites numa cultura que preza pela exaustão e negligência à espontaneidade e felicidade.