Em meio a tantos diagnósticos de narcisistas que rondam o mundo digital , praticamente em toda relação sofrida, pelo menos um dos parceiros acredita estar envolvido com alguém muito adoecido.

Se por um lado, o diagnóstico bem ou mal elaborado pode ser o impulso que faltava para romper uma relação disfuncional, por um outro viés tira a responsabilidade da ” vítima ” em refletir sobre sua postura na relação, impossibilitando escolhas futuras mais amadurecidas.

Este diagnóstico , em alguns casos, têm a função de alienar (DESLIGAR) o parceiro mais prejudicado,de comportamentos que não atendam suas reais necessidades.

Marina rompeu a relação com um suposto narcisista. Há dois anos sozinha, atribui a solidão afetiva ao trauma da relação. ” Como posso confiar em alguém após ter sofrido nas mãos desse canalha “, a impedindo de corrigir seu MODO EXIGENTE, HIPERDEMANDANTE E CRÍTICO usados na relação.

A dor do paciente deve ser validada, compreendida e externada, porém vale salientar que, a busca frenética por diagnosticar o parceiro não atende a criança vulnerável. O ódio pelo tal narcisista gera hipervirgilância, desconfiança, insônia e alteração do humor. Se defender do próximo abuso se torna mais importante que ativar a criança feliz e relaxada em futuras relações.

Lembrando que, a maior necessidade da criança é ter um porto seguro por perto, diante de uma eventual necessidade e jamais o afastamento da possibilidade de conexão, tão essencial em qualquer ser humano.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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