Maria cresceu em um ambiente instável e de muito sofrimento. O pai era alcoolista. Quando não bebia, se deprimia ao ponto de não conseguir se levantar da cama.

A mãe, sempre de bom humor, cuidava do marido. Vivia na igreja orando por sua cura.

Para a pequena Maria, a mãe era um exemplo de mulher e esposa, a qual queria seguir ao se tornasse adulta.

Então segue a cartilha da genitora e constrói um padrão comportamental no qual passa a se envolver com homens disfuncionais, trabalhosos e infantis. Cansada de sofrer, busca terapia na esperança de mudar o ciclo.

Em TERAPIA descobre seu ESQUEMA DE PRIVAÇÃO, onde sempre esteve sozinha, sem ninguém que a cuidasse. A princípio defende a mãe, por esta tecer todos os cuidados ao seu pai.

No exercício de imagem, ao visitar sua infância, lembra do quanto a genitora usava a doença do pai para autorizar sua negligência materna.

Lembrou do quanto ela se exibia na comunidade religiosa do fato de ser uma mulher que seguia rigidamente os princípios de Deus.

Nas raras vezes que Maria solicitava cuidados e afeto, era retaliada afetivamente: ” : Como pode me pedir atenção com seu pai nessas condições menina! “… era quando se sentia uma péssima filha, se culpando por ficar triste e querer que suas necessidades fossem satisfeitas.

Descobrir que tinha uma MÃE NARCISISTA, que usava o sacrifício para se promover, gerou alívio por um lado…”a culpa nunca foi minha” e luto por outro… “nunca fui verdadeiramente amada”.

O luto de se sentir órfã de uma mãe viva deprime, mas nesse caso , perder a admiração que tinha, a fez combater a voz internalizada que a atraia por homens problema. A raiva pela genitora a fez focar nas necessidades de sua criança. Assim , homens saudáveis passaram a ser uma extensão do adulto saudável de Maria, que passou a priorizar a sua “menina”.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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