Raul sempre fez sucesso com as mulheres, mesmo não conseguindo criar vínculo seguro com nenhuma. Na fase da conquista era muito intenso, engraçado, encantador… Se a garota morasse longe , não excitava, pegava até um avião se preciso. Se a garota tivesse filhos, se tornava o melhor tio do mundo, fazendo os pequenos se queixarem das mães após o rompimento.
Colecionava um número alto de ex que se questionavam e sofriam por acreditarem que haviam feito algo muito errado para, de repente, o rapaz sair da relação sem maiores explicações.
Vamos conhecer um pouco do passado de Raul? Na infância conviveu com cuidadores instáveis, que ora estavam afetivamente com o garoto, ora se distanciavam. Aprendeu a se esforçar para chamar atenção dos pais, seja sendo carinhoso, engraçado ou inteligente. Todavia, genuinamente só queria ser amado pelo que era.
Aprendeu a lutar, se adrenalizar para ser amado. Qualquer coisa longe disso não fazia sentido.
Ao lutar pelo amor das garotas, revivia a infância com seus pais instáveis, o que lhe gerava euforia.
Quando finalmente alcançava a estabilidade afetiva pós conquista, percebia o quanto o modo adrenalizado perdia sentido… era quando se entediava e rompia a relação, mesmo sem saber o por quê.
O desafio clínico é mostrar a Raul, racionalmente, os danos desse MODO ADRENALIZADO. Mostrar o muro que impede sua criança interior de desfrutar do bem estar da conexão.