Fábio é um psicólogo competente , empático e sempre disposto a ajudar seus pacientes.
Desde criança conhece a arte de cuidar. Filho mais velho de quatro irmãos, foi eleito o homem da casa aos 11 anos, após a morte do pai. Tinha que lembrar o banho aos irmãozinhos mais levados e ajudar nas tarefas escolares, já que a mãe tinha que trabalhar dois turnos para sustentar a casa e não lhe restava tempo para atender as necessidades dos filhos.
Aprendeu com a mãe a ser forte , inibir o choro e focar no que realmente importava. Não internalizou uma mãe crítica ou exigente, mas uma guerreira, vencedora, que o enche de orgulho.
Hoje, aos 38 anos, de forma automática, repete suas estratégias infantis.
Atende seus pacientes como atendia seus irmãos e sua mãe. Não há tempo ruim. Está sempre disponível e disposto a cuidar . Se preciso for, atende nos fins de semana e não é pelo dinheiro, mas pela satisfação em ajudar.
Ultimamente tem se sentindo angustiado, triste e irritado. Alguém dentro de si quer explodir, ser ouvido e reivindicar.
Em psicoterapia, em um exercício de imagem, conseguiu colocar seus modos rígidos e exigentes de lado para escutar sua criança…e se assustou quando a mesma, exausta, enfatizou que apesar das felicitações recebidas no dia de hoje, estava cansada demais para comemorar. E chorosamente suplica para Fábio: “por que não posso receber o amor que você oferece para seus pacientes?”