Narcisistas tradicionais não são sociopatas. Amam estar rodeados de pessoas se exibindo e buscando exaustivamente admiração. Procuram terapia diante de conflitos amorosos, na expectativa de um terapeuta aliado, que confirme o quanto são especiais.

Em terapia descobrem que suas ESTRATÉGIAS DE GRANDIOSIDADE ( exigir privilégios) e EVITAÇÃO EMOCIONAL( compulsão por bebidas, pornografias , drogas , jogos eletrônicos e atividades de risco) afastam parceiros amorosos e amigos, o que os mantém isolados e deprimidos.

Mesmo narrando que tiveram infância e cuidadores perfeitos, conseguem compreender que seus valores quando criança nunca esteve associado a felicidade, espontaneidade, liberdade e amabilidade, mas em desempenho e em provarem ser acima da média.

A mensagem de pelo menos um cuidador era: ” dane – se quem você é, nos dê orgulho.”

Aprenderam desde muito cedo que ficar vulnerável e triste é uma fraqueza e que as pessoas se aproveitam de quem é mediano e sem talento. A crença narcisista é: SE NÃO POSSO SER AMADO, ENTÃO SEREI ADMIRADO.”

Compreendem que quando tentam manipular, competir ou humilhar o terapeuta, isso gera afastamento, exatamente como ocorre no seu mundo lá fora.

E mesmo compreendo racionalmente, resistem em abandonar a arrogância e compulsão, para não sentir a dor da sua criança solitária. O terapeuta atentamente aproveita qualquer situação da criança triste do paciente e a acolhe, valoriza, se emociona, provocando uma bela correção emocional: NÃO SOU COMO SEUS PAIS. VOCÊ NÃO NASCEU NARCISISTA.

As ESTRATÉGIAS DE ARROGÂNCIA E DESCONEXÃO AFETIVA são enfraquecidas à medida que o vínculo terapêutico avança e o paciente passa a escutar a dor de sua criança solitária e suas necessidades viscerais em ser amada.

Quando abusa se sua parceira ou escolhe uma mulher submissa, porém fria, repete o drama infantil de nunca ter sido amado verdadeiramente.

A cura da sua criança ocorre quando o narcisista, além de cuidar de sua criança solitária, também expõem sua vulnerabilidade e medos de abandono para sua parceira para, finalmente, ser cuidado.

Quando a companheira é uma repetição da sua mãe fria, poderá decidir romper a relação, buscando vivências mais afetuosas , com pouco enredo de admiração.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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