A fase da conquista pode ser algo estimulante, romântico e empolgante para pessoas habituadas a ficarem vulneráveis, porém para perfis que usam o controle, a crítica e exigências em seu dia a dia, pode ser extremamente desgastante.

A conquista genuína envolve paciência, resiliência, entrega, empatia, compaixão e frustração. Nem todo controlador que foi um conquistador na fase inicial é um manipulador. O que acontece é que há uma perda natural do controle na conquista, o que pode soar com ameaçador para algumas pessoas.

Assim, após o desfecho favorável, há um retorno do padrão disfuncional casual como meio de “entrar em equilíbrio”.

Este equilíbrio é novamente rompido quando o ABUSADO , cansado das humilhações, ameaça romper o vínculo. Então o CONTROLADOR DOMINADOR tende a oscilar entre conquista e controle, o que confunde a vítima.

Há um momento em que o desprezado se questiona ” o que poderia fazer ” para resgatar a pessoa conquistadora que tanto a cativou, como se tivesse responsabilidade ou domínio sobre a ação do outro.

O DESAFIO TERAPÊUTICO é ajudar o paciente refém da instabilidade, a reviver os dramas infantis com seus cuidadores instáveis, só que com o desfecho diferente.

O terapeuta utiliza um modelo de adulto saudável para estabilizar a criança presa a um vínculo desorganizado, para que esta possa usufruir a beleza de um VÍNCULO SEGURO e assim , nas relações adultas, enfraquecer a química diante de situações abusivas.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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