O dia das crianças é sempre uma data repleta de expectativas para a maioria dos pequenos. Sejam os presentes que irão receber , o parquinho cheio de brinquedos e atrativos ou simplesmente o carinho e atenção do dia…realmente uma data muito especial, entretanto esta magia não é generalizada e para muitos a realidade é bem diferente. O fato é que muitas pessoas, infelizmente, tiveram sua infância sacrificada… privações matérias, afetivas ou tiveram cuidadores frágeis, negligentes e abusivos demais para protegê-las.
Caio aos 7 anos, cuidava de sua mãe deprimida. Tinha a missão de preencher o vazio e solidão causada após a separação dos pais.
Kátia,com apenas 12 anos de idade, sofria por severos problemas financeiros na família, ficando ansiosa e angustiada pela imprevisibilidade referente ao futuro.
Estas crianças tiveram que se sacrificar, desligar-se de suas necessidades mais básicas para sobreviverem. Infelizmente, algumas ao se tornarem adultas, reproduzem em seus meios, exatamente os sentimentos de privações e abusos sofridos, intoxicando futuras gerações.
Meu real desejo é que o dia de hoje seja um gatilho para reflexão e que os adultos que não tiveram sua infância bem vivida, possam entrar em contato com sua “criancinha triste e deprimida”, colocando- a no colo , dando voz a suas necessidades e fazendo- as receber a exclusividade tão desejada há décadas. E como consequência natural, possam, através de seus filhos, proporcionar um dia digno, despertando a criança feliz que existe em todos nós, nos pequenos e nos “grandes”.