1.MAIS CURIOSO, MENOS ESPECIALISTA: ” Marcelo, gostaria que me falasse sobre a relação de vocês desde do início” ( demonstra interesse pelo paciente ao mesmo tempo que não o julga).

2.COMPREENDER O MODELO PREDATÓRIO: “Entendi. Quando tu ameaças fuder a vida dela, sentes que ela está sendo punida para nunca mais mexer contigo?”

3.DESCOBRIR ONDE O MODO SE DESENVOLVEU: ” Teu pai intimidava tua mãe para que ela não o traisse? Entendi …”

4.VERIFICAR AS VANTAGENS/ DESVANTAGENS DO MODO: “Teu pai era temido, mas na primeira oportunidade tua mãe rompeu o vínculo?”

5. LINKAR INFÂNCIA/ PRESENTE : “Marcelo, faz sentindo repetir as estratégias aprendidas com o teu pai com o mesmo desfecho?”

6.MOSTRAR QUE A FUNÇÃO DO MODO PREDATÓRIO NÃO ATENDE AS NECESSIDADES INFANTIS: ” Lembras que me falaste o quanto se sentias solitário e invisível na infância? O quanto o uso desse modo com as mulheres te tira da solidão? Você entende que há uma repetição da dor infantil?”

7.USAR CONFRONTAÇÃO EMPÁTICA QUANDO O MODO APARECER NA SESSÃO: ” Sim, talvez minha intervenção não tenha sido boa e possa ter lhe deixado com raiva. Sou capaz de me aliar a tua raiva se for preciso, mas não consigo te ajudar ou até mesmo ter compaixão quando me sinto intimidado. Pelo nosso vínculo, preciso que pares de me atacar agora”.

8.GENERALIZAR O SENTIMENTO DO TERAPEUTA: ” Preciso te dizer que gosto muito de te atender, mas tenho vontade de fugir da relação quando me sinto acuado. Será que outras pessoas também sentem isso?”

9.O TERAPEUTA USA SUA VULNERABILIDADE PARA SE CONECTAR COM A CRIANÇA VULNERÁVEL DO PACIENTE: ” Sei que esse modo tem a função de evitar abusos e que já foste muito machucado, mas quero cuidar do teu menino ferido . Para isso acontecer preciso que permitas ( negociando com o controle) que ele apareça na sessão”.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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