Quando se é criança a coisa mais importante é se sentir amado, seguro e compreendido por seus cuidadores. Lara por ter um pai ausente e uma mãe instável, desenvolveu esquema de abandono. Seu estilo de enfrentamento era ansioso. Quando garotinha ao invés de brincar com outras crianças, passava grande parte do tempo checando se sua mãe estava em casa ou, em sua fantasia, se havia sumido. Toda essa ansiedade era capaz de produzir uma adrenalina em seu corpo que a fazia ficar em alerta constante.

Pessoas com esquema de rejeição podem passar a vida inteira focando em relações que precisem checar, controlar ou implorar a atenção do parceiro. Para o esquema desadaptativo sobreviver é mais interessante e empolgante lutar para ser amado do que ser amado de fato….o que importa é sempre a adrenalina gerada pelo esforço frenético de se evitar o abandono.

Parceiros que ofereçam segurança e previsibilidade são entediantes porque nada têm a ver com a sua infância instável nem com seus papais desorganizados. Serão justamente os parceiros evitativos, aqueles que recusam aproximação e que fogem da conexão, relações atraentes. Eles irão manter o modo perseguidor/fugitivo.

O foco da RELAÇÃO TERAPÊUTICA é AJUDAR O PACIENTE INSTÁVEL A TOLERAR UMA RELAÇÃO ESTÁVEL com seu terapeuta, para que, mais tarde, pessoas com o estilo de apego seguro possam gerar alguma química no paciente, mesmo que bem menos intensa que a química esquemática.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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