Toda criança deseja ser amada pelos pais , se sentir importante, exclusiva e especial. Roberta também aspirava isso…Não importava o quanto sua mãe lhe batia ou o quanto seu pai espancava sua mãe em sua frente, afinal eram seus pais… tudo o que tinha , sua fonte de sobrevivência e necessidades. Sim, a pequena Roberta implorava qualquer tipo de conexão, mesmo que isto lhe causasse dor física ou emocional. Seu maior medo era perder seus cuidadores. E assim, ainda criança, internalizou o ambiente hostil e agressivo como uma forma de afeto natural.
Hoje , adulta, pessoas agressivas ativam sua química, ela se sente extremamente atraída por este perfil. Se diz capaz de tudo para não se sentir sozinha e que, através do sexo se sente premiada e privilegiada.
A sexualidade é uma forma primitiva que pessoas que sofreram abusos utilizam para se sentirem valorizadas…” Já que é impossível me amar como sou, investirei na sexualidade como fonte única de satisfação e prazer .. é apenas nesse momento que me sinto boa o suficiente , me sinto aceitável”.
Vale ressaltar que, criança que pertenceram a ambientes abusadores e negligentes se esforçam muito para obter atenção. Assim como Roberta, a nível inconsciente, se colocam em situações de abuso e acabam se tornando atraentes e excitantes para predadores sociais ou pessoas com vínculos comprometidos.