Quando se aprende na própria família de origem que rejeições, negligências e maus tratos, além de recorrentes, são naturais , por fazerem parte da rotina, possivelmente, quando adulto, se internalize este modelo disfuncional como uma condição…não uma opção. Algumas vítimas de abusos se tornam “obedientes”, ficam paralisadas diante de qualquer abusador, como uma criança indefesa. Outras chegam a evitar contato íntimo com pessoas , como forma de se protegerem. E há aqueles que compensarão tudo que passaram, reproduzindo abusos em figura vulneráveis , para assim, se sentirem poderosos e fortes como nunca foram.
A boa notícia é que, o comportamento abusador é algo aprendido, o que em tese pode ser desaprendido, podendo ser extinguido do repertório comportamental de quem com frequência abusa ou é abusado.
A relação terapêutica tem papel essencial no processo de mudanças comportamentais nas vítimas de abuso, sejam os complacentes ou os hipercompensadores : como fazer o que nunca aprenderam com seus primeiros cuidadores… como receber no âmbito afetivo aquilo que nunca tiveram.