ELE viveu em uma família escassa de afeto e abastada de exigências. Seu desempenho, status e conquistas estavam acima de tudo, inclusive da própria identidade. Possuía a seguinte crença: “Melhor ser admirado do que amado.”
ELA foi uma criança amável e conectada, mas sofreu horrores com a morte repentina da mãe. Viveu também em um ambiente crítico, onde seu jeito de ser era julgado independentemente do seu desempenho. Sua crença era : “Sou inferior a maioria das outras pessoas e ninguém quer ficar comigo.”
Quando se encontram ocorre uma QUÍMICA AVASSALADORA. A dificuldade financeira da moça somada com seu olhar cabisbaixo e subjugado, o faz se sentir superior e confiante em não ser pego desprevenido. Este excesso de confiança e inteligência dele, a faz se sentir segura e especial como nunca fora em toda sua vida.
Aos poucos ELA vai se tornando fã dele, o que alimenta seu ego de superioridade. A suposta perfeição e segurança dele, diminuem a defectividade e o medo do abandono dela.
A questão é que com o decorrer da relação, os incômodos emocionais de sempre voltam a atormentá- los. Ser ídolo da sua parceira não supre a total falta de cuidados, afetos e limites não usufruídos na infância.
Devido a grandiosidade dele e sua necessidade de aplausos diários, sob a pena de abandono, existe a necessidade de uma figura estável, previsível e exclusiva, sempre condicionada a um comportamento.