Uma criança solitária se sente desprotegida, incompreendida em suas necessidades e bastante julgada por não ser perfeita, além de se considerar culpada por não agradar os pais ou alegrar os amiguinhos.
Pode ser ridicularizada por não seguir um padrão social, agir ou pensar conforme o grande grupo, o que a leva a tão temida exclusão.
A criança é capaz de suportar frustrações terríveis e caóticas, desde que haja um adulto potente, acolhedor, afetuoso e apto a protegê-la até de um cancelamento social…um adulto que seja seu escudo.
A criança solitária pode ser ativada em qualquer adulto e independente da sua história de vida, sempre haverá uma situação gatilho, onde o sentimento de desprezo e de não pertencimento será vivenciado.
É comum que o meio desconectado não valide a luta e muito menos tenha compaixão diante de tanta vulnerabilidade e dor, entretanto sempre haverá um vínculo seguro, empático e conectado, disposto a enxugar as lágrimas e esquentar o coração daquele que vivencia o desamparo da solidão.