1°. USUFRUEM DA AUTOSSUFICIÊNCIA O fim de uma relação afetiva pode fazer o evitante reviver a dor infantil da relação, abandono e privação. Exaltar o modo autossuficiente pode ser uma estratégia para sobreviver ao caos da solidão. Quando Fernanda terminou o namoro,passou a usufruir de modo exagerado de sua própria companhia. Viajava sozinha, não pedia ajuda diante de obstáculos profissionais e se isolou de suas melhores amigas. Era uma maneira de dizer para si própria ” não preciso de ninguém”.

2°. ADRENALINA DA PEGAÇÃO Após romper um namoro de 8 meses, Caio passou a procurar sexo casual e sem compromisso de forma compulsiva. O sexo desenfreado é um autoestimulador que anestesiava a dor da sua ” criança solitária.

3°. FOCAM NOS DEFEITOS DO(A) EX Pode ser imprescindível para o evitante ter certeza que fez um bom negócio em mais um término de relação. Igor contava para os amigos repetitivamente o quanto a ex era carente, desequilibrada e pegajosa. Obviamente, os amigos, também evitantes, davam o maior apoio.

4°. COMPULSÕES COMO AUTOALÍVIO Pensar sobre estar sozinho novamente pode gerar sentimentos dolorosos. Se jogar em farras, exercícios físicos, álcool, trabalho, pode ser uma estratégia para se desconectar da vulnerabilidade.

5°. PROCURAM SUA ALMA GÊMEA Culpar a personalidade das pessoas com quem já fracassou afetivamente é um alívio a curto prazo . Idealizar que há alguém perfeito lhe esperando, dá a ilusão que o problema não está em sua evitação afetiva e sim porque ainda não encontrou a pessoa certa.

odos estes 5 comportamentos impedem a conexão com as necessidades emocionais do evitante. Se a evitação o bloqueia de ter a consciência da necessidade de intimidade, de amar e ser amado, também o coloca em depressão, ansiedade e solidão, assim como foi em sua infância. Infelizmente o despertar espontâneo do evitante em relação as suas estratégias de esquiva são raros, impossibilitando a procura de tratamento. Quando buscam ajuda psicológica, tendem a preferir um terapeuta também evitante, que use mais a razão que a conexão através da intimidade.

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Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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