1°. Sinta a dor do abuso. Tenha compaixão por sua criança abusada;
2°. Evite autoaliviadores ou estimulantes que evitam sentir a dor do abuso. A criança abusada por não ter recursos, come em demasia, dorme em excesso, recorre a compulsão por jogos eletrônicos ou estudos para sobreviver ao caos . Agora que você é adulto, a estratégia mais adaptativa é sentir tudo que seu abusador tem lhe feito. Experimente a tristeza , desamparo, depressão e raiva de ser abusada;
3°. Não proteja seu abusador. Ele não te machuca por estar cansado, estressado ou porque teve um dia ruim. Nada justifica. O abuso não é negociável. Sinta o quanto sua criança abusada precisa de alguém firme que seja capaz de enfrentar e lutar por ela;
4°. Sinta compaixão por sua criança abusada. Pegue fotos de sua infância que represente medo , desespero e tristeza. Agora conecte com a situação de abuso atual . Se pergunte : minha criança interior merece passar por isso ? Se apaixone pela criança pura, meiga, indefesa e que nunca foi verdadeiramente cuidada;
5°. Se torne o herói de sua criança. Chega de implorar que parceiros abusivos lhe entendam, mudem ou amem. Sua criança interior só precisa de você;
6°. Use a raiva para colocar limites. A criança abusada era punida por sentir raiva de seus cuidadores, o que facilitava o abuso. Agora você irá validar a raiva dessa criança, usar este sentimento de aversão no modo adulto e dizer a seu abusador: Chega! Você não mexe mais com “a gente”;
7°. Busque rede de apoio. Crianças abusadas estão presas em seu ambiente tóxico, não tem a quem recorrer. Adultos abusados também são isolados de pessoas saudáveis. Exponha seu medo e os abusos sofridos para pessoas de confiança, não críticas;
8°. Use a tristeza para suprir suas necessidades. A criança abusada fica triste quando não é amada, validada, censurada e castigada. Busque relações sociais que permitam sua espontaneidade ,que te apoiem e gerem conexão;
9°. Tolere o medo da sua criança em perder o vínculo com o abusador. A criança está assustada, o abusador se parece com as figuras parentais dela. Coloque ela no colo, valide sua aflição, mas sempre repita: “você não está mais sozinha”;
10°. Recaídas fazem parte do processo de cura . A criança iludida insiste em manter o vínculo com o abusador, logo cede aos desejos infantis, é natural. Troque a culpa pela aprendizagem. Fale para a sua criança: “ele não merece ter você! Não deixarei que te machuque mais! És a pessoa mais importante da minha vida”!