Laís é a filha do meio de três filhos. Na infância, teve que aprender habilidades para chamar a atenção dos pais e vencer a disputa com os irmãos.

O foco da casa era confrontar a rebeldia do irmão mais velho e proteger a irmã mais nova, fazendo a pequena Laís se sentir invisível.

Laís descobriu que quando era educada, tolerante e empática com os genitores, ganhava a medalha da atenção. Isso a fazia se sentir no controle.
Entretanto, não compreendia que essa estratégia a deixava mais distante de ser amada pelo que era, mas era seu único recurso.

A luta para se sentir amada tornou-se um hábito e, na fase adulta, o drama da pequena Laís se repete na alma da mulher.

A moça repete o padrão de luta, se envolvendo com homens mais evitativos, negligentes e aversos a compromisso sério.
Foi assim que se apaixonou por Leonardo. Rapaz tímido, evitativo, hiperfocado nos estudos e com pouca disponibilidade para atender às necessidades afetivas de Laís.
Porém, depois de muito sofrimento e rompimento, o rapaz decide fazer terapia.

Leonardo consegue trabalhar em terapia seus medos de envolvimento e torna-se mais disponível, afetuoso e comprometido na relação.

Laís sente uma explosão de alegria e gratidão! Finalmente estava recebendo o afeto que merecia de forma espontânea, sem precisar se esforçar.
Com o passar dos dias, Laís se sente inquieta, triste e um pouco invadida com as constantes aproximações do namorado.

Laís aprendeu que é na luta, exaustão e dedicação que se vive o amor. E que a ausência de esforços frenéticos denuncia o declínio da relação. Com o coração partido, Laís decide encerrar a relação até compreender melhor seu mundo interno.

Todavia, numa noite qualquer, Laís recebe uma mensagem da amiga pelo WhatsApp: “LEONARDO ESTÁ NAMORANDO”. Naquele momento, aos prantos, sentiu que havia perdido o amor da sua vida.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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