Fernanda, 38 anos, procura terapia por ter descoberto que o filho de 14 anos é homossexual. Afirma que a relação está péssima e que não consegue aceitar ter um filho gay.

Ao visitar a infância da paciente, o terapeuta encontra uma criança defectiva que era sempre criticada pelos pais, subjugada e temia retaliações.

Após o fim de um casamento caótico, escutou da sua mãe que nem para escolher um pai decente para o filho ela servia.

Ao descobrir a homossexualidade do filho, se sentiu uma péssima mãe e para hipercompensar seus ESQUEMAS DE DEFECTIVIDADE E FRACASSO, passou a agredir o adolescente constantemente.

O terapeuta do esquema pode se sentir tentado a ter compaixão por este filho, justamente por este ser a parte mais frágil da dinâmica, o que aumentaria a culpa da paciente . Ele decide validar a dor de Fernanda ao invés de confrontar seus comportamentos.

Através do exercício de imagem, entra nas cenas de abuso para protegê-la da tirania de seus cuidadores.

Fernanda vai se sentindo cada vez mais acolhida e aceita incondicionalmente pelo terapeuta, o que a deixa mais relaxada e menos ativada.

O desenvolvimento da compaixão pela pequena Fernanda a faz também ter empatia pelo seu filho julgado.

Fernanda percebe semelhanças entre sua criança ferida e seu filho adolescente. Gradativamente vai repetindo em seu filho o modelo de cuidado recebido na terapia.

Fernanda percebe semelhanças entre sua criança ferida e seu filho adolescente. Gradativamente vai repetindo em seu filho o modelo de cuidado recebido na terapia.

Fernanda se descobre um adulto afetuoso e potente, capaz de priorizar as duas crianças mais importantes da sua vida: seu filho e a pequena Nanda.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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