Não tenha dúvida: é bastante desgastante manter estratégias abusivas ou suportar o abuso.

O ABUSADOR é capaz de passar a maior parte do dia controlando o parceiro ou criando estratégias para evitar ser ” pego ” desprevenido. Por sua vez, o ABUSADO usa estratégias complacentes para evitar conflitos que frustrem o abusador, na ilusão de melhorar o vínculo.

Ambos se isolam do mundo real. Abdicam do lazer, de amigos, de investimentos profissionais e da prática do autocuidado. Nesse ciclo desorganizado ninguém vence, ninguém é leve ou feliz.

É no ato sexual que muitas vezes o casal consegue abdicar de suas exaustivas e repetitivas estratégias de cada dia.

Francisco, um abusado submisso, narrava em terapia, encontrar prazer em bater e xingar sua esposa na cama. ” Me sinto viril, macho alpha, sabe? E também me vingo de tudo que ela me causa e ainda sinto que posso controlar minha vida.”

Rebeca afirmava: ” pelo menos para algo ele serve! Ao menos na cama ele é homem! Me sinto relaxada quando ele decide tomar atitude e me guiar.”

Todavia , o SEXO HIPERCOMPENSATÓRIO não atende a ambos! A necessidade do abusador não é ser dominado, assim como a do submisso não é controlar. Inverter além de apenas aliviar a curto prazo, ajuda o casal disfuncional a suportar essa dinâmica por mais tempo.

Vale lembrar que, o sexo reparentalizador só é possível quando um se torna prioridade para o outro , quando o encaixe corporal significa conexão e a mensagem passada é algo parecido com “estou aqui para você, estou aqui por nós.”

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Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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