Situação: Após relatar que voltou a beber, mesmo tendo problemas com o álcool, o paciente se sente julgado e diz em tom arrogante: “Pago minhas contas e a porcaria da terapia. Quem você pensa que é para me julgar?”

PASSO 1: PROTEGER A PRÓPRIA CRIANÇA.

É natural que diante do ataque, o terapeuta seja ativado, principalmente no ESQUEMA DE ABUSO, fazendo- o reviver dramas infantis. É essencial que o psi coloque sua criança amedrontada num ambiente seguro lhe dizendo algo assim: ” Bruninho, não se preocupe. Sei lidar com esta situação. Pode ir brincar tranquilo, estamos seguros.”

PASSO 2: COMPREENDER O MODO ATAQUE COM EMPATIA.

“Sei o quanto você se dedicou para não voltar a beber . Sei também o quanto és julgado em relação a bebida e naturalmente se sente julgado por mim” A explicação empática pode fazer o paciente diminuir a intensidade do ataque por se sentir compreendido.

PASSO 3: CONFRONTAÇÃO EMPÁTICA.

“Aqui é um lugar onde podes externar todos os teus sentimentos. Sou capaz de aliar a tua raiva ,mas quando me sinto atacado, me desconecto da tua dor e passo a focar em como me proteger. Preciso que esse modo saia da nossa relação para te ajudar.”

PASSO 4: COMPAIXÃO PELA VULNERABILIDADE.

“Consigo enxergar tua criança atrás da ira . Sei que ela se sente só e que nunca apareceu alguém confiável para cuidar dela. Estou disposto a fazer isso. Não sou igual as pessoas que te machucaram.”

PASSO 5: GENERALIZAR A RELAÇÃO TERAPÊUTICA PARA OUTRAS RELAÇÕES.

“Percebeu que quanto mais ficas vulnerável, melhor é a nossa relação? Será que não existem outras pessoas que também possam te fazer sentir isso? O que aconteceria se usaste esse modo vulnerável na sua relação conjugal?”

PASSO 6: TOLERAR A RIGIDEZ DOS ESQUEMAS.

“Tudo bem ainda não conseguir se abrir para as pessoas . Já estou orgulhoso por conseguires fazer isso na terapia.”

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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