O termo BENCHING significa esperar sentado por alguém.

Nesse contexto, a vítima se sente especial, validada e acolhida, mas na hora de se encontrar fisicamente, sempre ocorre algo que frustra o encontro e que ao invés de produzir aversão e raiva, a mesma fica ansiosa , fragilizada e obcecada pelo encontro.

Ana conheceu o gentil Raul no tinder. Chegaram a se encontrar 3 vezes há mais ou menos 4 meses. Ela o descreve como um homem sensacional e diferente da média, mas o fato de nunca mais vê- lo a deixa atordoada.

Se o terapeuta confronta a postura de Raul Ana sai em sua defesa (CRIANÇA ILUDIDA), afinal só quem conhece a fundo o pretendente é ela.

O FOCO TERAPÊUTICO está na tolerância, pois as pessoas a sua volta já criticam. Compreender a criança iludida, que se sente especial, mas sutilmente trazer dados da realidade sobre “o homem maravilhoso que está sempre indisponível.”

Linkar com a infância é essencial, visto que grande parte das vítimas tiveram cuidadores indisponíveis completamente ou que a faziam esperar.

O pai de Ana , separado da mãe, era gentil e afetuoso, mas na hora de pega-la no fim de semana algo de errado sempre ocorria.

No EXERCÍCIO DE IMAGEM, o terapeuta pode validar a criança deprimida, enganada e com raiva.

O terapeuta se mostra tanto na imagem com a criança quanto na terapia estável, previsível e disponível.

O terapeuta se senta ” na cadeira com Ana “, não para esperar Raul ou seu pai, mas para dizer : ” Estou aqui! Fico contigo até a hora que querias ir”.

Usufruir fe um vínculo saudável pode enfraquecer a química por pessoas indisponíveis, fazendo com que o paciente tire o praticante de “benching ” do pedestal e foque em pessoas mais presentes fisicamente e emocionalmente.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

Escreva um comentário