1°. Na infância seu cuidador de referência era instável emocionalmente e negligente. Ora presente demais, ora relapso.

2° . Sua criança experimentava tristeza, raiva e até aversão, mas precisava do cuidador para sobreviver.

3°. Em alguns momentos esse cuidador de referência era gentil e generoso, o que fazia a criança se sentir amada e especial.

4°. A criança passa a ficar hipervirgilante para atender as necessidades do cuidador na busca de amor. A identidade da criança e suas necessidades são violadas.

5°. Na fase adulta, o futuro abusador se apresenta como gentil e bondoso, parecendo ser o extremo oposto dos cuidadores instáveis da sua infância.

6°. Os abusos do parceiro ativam novamente o medo do abandono, fazendo o adulto borderline reacender seu MODO HIPERVIGILANTE.

7°. Ao se esforçar para atender as necessidades do parceiro, o borderline passa a se vê e enxergar o mundo através dos olhos do abusador.

8°. O parceiro borderline além de compreender os maus-tratos praticados pelo abusador ainda se culpa por isso.

9°. Há um momento da relação em que o borderline não acessa mais suas necessidades. Maria, que odiava futebol, passa a frequentar os jogos todos os domingos e se descobre fã do esporte…tudo que agrada seu parceiro.

10°. O foco da terapia passa ser, gradativamente, ajudar o paciente a se conectar com suas faltas infantis ao invés de confrontar o abusador.

Author

Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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