Fernanda habitualmente vivenciava relações instáveis que produziam abandono, rejeição, punição e humilhação. Transar com o abusador significava ALÍVIO ESQUEMÁTICO, a fazendo não só procurá- lo sexualmente com frequência, mas principalmente caprichar em sua performance: ” se eu for boa de cama, ele jamais me esquecerá.”
A medida que os abusos eram frequentem, o sexo com o algoz não dava conta de tanta dor emocional.
Fernanda passou a ter amantes. Fazia sexual virtual com desconhecidos e sexo casual com outros parceiros…isso aliviava a dor da sua “menina desprezada.”
Após anos de terapia, onde suportou o tédio do vínculo seguro oferecido pelo terapeuta, passou a buscar nas relações interpessoais aquilo que experimentava na análise : CONEXÃO, PREVISIBILIDADE, ORIENTAÇÃO, EMPATIA e RESPEITO.
Finalmente começou a “curtir” relações mais saudáveis e conseguiu se vincular a um parceiro estável e generoso.
Na proporção que seus esquemas não são tão ativados, a busca desesperadora pelo AUTOALÍVIO ( sexo desenfreado) perde o sentindo . A estabilidade na relação faz Fernanda, pela primeira vez, focar em coisas que vão além da relação como sua profissão, exercícios físicos e lazer.
Ao REPARENTALIZAR as necessidades de sua criança interior, ela se vê regulada, não precisando mais de grandes performances sexuais para se sentir aceita, amada e cuidada.
O FOCO DO SEXO passa a ser menos adrenalizado e mais conectado, porém, de vez em quando, Fernanda se entedia e transa com seu parceiro como se ele fosse “uma outra pessoa.”