MODO ATAQUE: “Vou largar esse filho da puta , você vai ver!” Pode ser confundido com adulto saudável por desejar romper a relação.
MODO CRIANÇA DESAMPARADA: O abusado após a adrenalina do ataque, se desespera pela possibilidade de abandono e sente uma angústia infantil assim como era quando se separava de seus cuidadores.
MODO PUNITIVO/CRÍTICOS: Após o alívio do não rompimento, pensamentos críticos surgem: “eu sou uma idiota, não tenho vergonha na cara e amor próprio.”
Esse modo pode impulsionar o ataque novamente.
MODO ACOMODADOR: Não consigo sair da relação, sou muito frágil para isso.
O abusado assume uma postura autoderrotista, se tornando indefeso na relação.
MODO HIPERVIGILANTE: O abusado pode checar de forma compulsiva a rotina do abusador por temer ser abandonado. Se assemelha a uma criança ansiosa com medo de perder os pais a qualquer momento.
MODO ILUDIDO: O abusado passa a acreditar que o abusador irá melhorar. É uma compensação para aliviar a dor do abuso e melhorar a autoestima temporariamente. Há uma recusa por opiniões contrárias, o que pode fazer o abusado romper a terapia ao ser confrontado.
MODO CRIANÇA ENCANTADA: O abusado em algum momento coloca seu algoz no pedestal, exagerando em suas qualidades. É um mecanismo de defesa infantil, usado por crianças frente a pais negligentes e tóxicos.
MODO COMPULSIVO: O abusado desenvolve compulsões como forma de se “distrair” da relação e aliviar emocionalmente. Esse modo faz a relação abusiva durar mais tempo.
MODO ADULTO SAUDÁVEL: O adulto saudável em construção não é radical e rígido. Tolera seus modos disfuncionais os compreendendo sem culpa. Aprende na terapia a cuidar e amar sua criança vulnerável e colocar limites na parte mais impulsiva . A relação abusiva se torna menos empolgante e o abusado não sente tanto desconforto com a possibilidade do fim . A criança vulnerável do abusado passa a olhá- lo com admiração e alegria, o fazendo ser sua figura de referência.