Um homem aventureiro é viciado em adrenalina, hiper focado em superar desafios e se recusa a vivenciar uma vida apática e tediosa.

Tudo isso pode ser encantador para quem se queixa de experimentar uma vida emocional rasa e veio de um ambiente familiar distímico, onde a intensidade afetiva era repudiada.

A questão é que o homem aventureiro é aversivo a intimidades. A possibilidade de ficar vulnerável perante o outro é ameaçador, enquanto a adrenalina de experimentar grandes emoções, seja no amor ou novas experiências, é excitante.

Este homem audacioso é desconectado das necessidades alheias e egocêntrico por sempre priorizar aquilo que o faz se sentir “vivo”, adrenalizado.

Pode abdicar de filhos e parceiras se lhe convém. O amor que sente pelos que lhes são caros, não pode e nem deve atrapalhar seu projeto de vida.

Um parceiro enfeitiçado, sedento por uma vida plena e por novidades, pode facilmente confundir a adrenalina proposta pelo homem aventureiro com apego seguro. Depois que a paixão inicial da relação ou a dádiva em ter filhos ocorre , o vazio existencial do aventureiro é reativado, o fazendo, sem remorsos, procurar fontes mais excitantes de prazer, para que nunca mais reviva a dor infantil em ser sozinho no mundo.

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Terapeuta cognitivo comportamental e atuo como psicológo ha 15 anos . Tenho experiência em dependência química e principalmente relacionamentos destrutivos.

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